
A tilapicultura brasileira está diante de um cenário sanitário mais preocupante. Entre o fim de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, os casos do Vírus da Necrose Infecciosa do Baço e do Rim, o ISKNV, cresceram, com impacto maior em tilápias jovens criadas em tanques-rede. O vírus não só provoca mortalidade direta como também enfraquece os peixes e facilita o surgimento de coinfecções bacterianas, principalmente pelo Streptococcus agalactiae. Quando vírus e bactéria aparecem juntos, os surtos ficam mais difíceis de controlar, a mortalidade aumenta e os indicadores produtivos pioram: o peixe come menos, cresce mais devagar e precisa de mais tempo para chegar ao peso de abate, elevando o custo por quilo produzido.
Para Talita Morgenstern, coordenadora técnica de Aquicultura da MSD Saúde Animal, a solução passa por programas preventivos personalizados para cada fazenda. Ela defende diagnóstico biomolecular por PCR, análise microbiológica e vacinação planejada conforme o risco local. A identificação dos sorotipos bacterianos também é apontada como essencial, já que o sorotipo III do Streptococcus agalactiae tem crescido junto ao predomínio do sorotipo IB. Entre as vacinas disponíveis estão a Aquavac Irido V, indicada contra Iridovírus, e as Aquavac Strep Sasi e Strep 4, voltadas para a proteção contra estreptococose. A especialista reforça que a vacinação precisa caminhar junto com boas práticas de manejo, controle da qualidade da água, densidade adequada e higiene dos equipamentos para que a imunização tenha resultado pleno.
Fonte: Portal Agroneg.




