
Instituições são as regras do jogo econômico. Quando elas ficam instáveis, empresas param de investir, o crescimento empaca e a pobreza não cai. É exatamente isso que está acontecendo no Brasil, segundo a análise da Jovem Pan.
O STF virou um ator político de peso, e isso está no centro da crise. Dois exemplos concretos mostram o problema: o Marco Temporal, aprovado pelo Congresso, foi derrubado pela Corte; e a CSLL foi cobrada de forma retroativa em processos que já tinham sido julgados. Esse tipo de decisão imprevisível faz o investidor desconfiar, porque nada do que foi decidido parece definitivo.
As reformas fiscal e previdenciária — que o país precisa — estão travadas. Elas exigiriam que os Poderes trabalhassem juntos, mas o cenário é o oposto. Ministros do STF aparecem citados no caso Master e Vorcaro. O Senado, liderado por Davi Alcolumbre, é descrito como omisso e como um escudo para Alexandre de Moraes, blindando-o de qualquer responsabilização.
O Congresso, por sua vez, está mais preocupado em não criar atrito com o STF do que em fazer leis. O Judiciário avança sobre o que seria papel do Legislativo. E o governo federal está focado em vencer eleições, empurrando o país para uma crise fiscal ainda maior.
Quem paga essa conta é a população brasileira: juros altos, carga tributária pesada e crescimento baixo — tudo resultado de uma crise que parece só política, mas tem efeitos diretos na economia do dia a dia.
Fonte: Jovem Pan




