
O Acordo de Defesa Conjunta de Meca, assinado em 7 de agosto por Arábia Saudita, Paquistão e Turquia, ainda não foi ativado, apesar de os Houthis estarem atacando o território saudita desde julho. O pacto foi criado nos moldes da Otan: os três países se comprometem a agir militarmente se um deles for atacado.
Desde julho, o grupo iemenita ataca posições militares sauditas na fronteira com o Iêmen e instalações de energia dentro da Arábia Saudita. Na última terça-feira (8/9), ao menos 73 civis ficaram feridos em quatro cidades sauditas. Os Houthis também mantêm um bloqueio marítimo contra embarcações sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb, em vigor desde julho, e avançaram sobre a cidade portuária de Mocha, estratégica para o controle do acesso ao Mar Vermelho.
O contexto do conflito vem de 2014, quando os Houthis tomaram o norte do Iêmen, incluindo a capital Sanaa. Em 2015, a Arábia Saudita criou uma coalizão militar internacional para apoiar o governo iemenita reconhecido. Em 2022, a ONU mediou um cessar-fogo que foi rompido diversas vezes. A retomada dos ataques em julho aconteceu após os Houthis acusarem a Arábia Saudita de atacar o Aeroporto Internacional de Sanaa.
Na quarta-feira (9/9), o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, afirmou em entrevista ao jornal Geo News que o Acordo de Meca pode ser ativado se a situação escalar. "Se houver agressão não provocada, ou se o que está acontecendo no Iêmen se alastrar para a Arábia Saudita, o Acordo de Meca certamente entrará em vigor", declarou. Paquistão e Turquia seguem cooperando com a Arábia Saudita pela coalizão de 2015, mas sem acionar o novo acordo.
Fonte: Metropoles




