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Notícias/AGRONEGÓCIO08/09/2026· KF News

Vinícola gaúcha usa aspersão de água para proteger videiras das geadas tardias na Serra Gaúcha

As baixas temperaturas registradas no Rio Grande do Sul colocaram os viticultores em estado de alerta. O momento é delicado porque as videiras já começaram a brotar, e nessa fase os tecidos jovens são muito mais sensíveis ao congelamento do que quando a planta ainda está em dormência.

Em Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, a Casa Marques Pereira adota duas estratégias para enfrentar as noites de geada: um sistema automatizado de aspersão de água, instalado em 2024, e o apoio de tratores durante as madrugadas de maior risco. O sistema de aspersão lança uma névoa de gotículas finas sobre as videiras. Ao entrar em contato com as gemas, a água congela e forma uma camada protetora — algo parecido com um "iglu", na descrição do próprio vinhateiro e empresário Felipe Marques Pereira. Esse processo libera calor enquanto a água congela, mantendo a temperatura próxima de 0 °C e protegendo os brotos de condições ainda mais severas. Para que o método funcione, a aspersão precisa ser contínua durante todo o período crítico. Se for interrompida antes do frio passar, a proteção é perdida.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, alerta que o frio intenso pode causar danos irreversíveis em folhas, brotos, ramos e nas estruturas responsáveis pela formação dos cachos, comprometendo o potencial produtivo da safra inteira. Na Casa Marques Pereira, o risco foi agravado pelas ondas de calor registradas no final de julho, que anteciparam a brotação das videiras e deixaram as plantas ainda mais expostas às geadas que vieram depois.

Fonte: Portal Agroneg.