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Notícias/AGRONEGÓCIO08/09/2026· KF News

União Europeia suspende carnes brasileiras por falhas em documentação e certificação de antimicrobianos

A União Europeia suspendeu, a partir de 3 de setembro de 2026, a entrada de carnes e outros produtos brasileiros de origem animal no bloco europeu. A São Paulo Chamber of Commerce, braço de comércio exterior da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), esclarece que a medida não está relacionada a contaminação nos alimentos nem a um surto de febre aftosa. O problema central é a falta de documentos, certificações e mecanismos de rastreabilidade que comprovem que os produtos exportados vêm de animais criados dentro das normas europeias sobre o uso de antimicrobianos. O Regulamento Delegado (UE) 2023/905 proíbe o uso desses medicamentos para promover crescimento animal e restringe os remédios reservados ao tratamento de infecções em humanos. Os ministérios da Agricultura (Mapa) e das Relações Exteriores confirmaram que o Brasil mantém negociações técnicas e políticas para preservar os fluxos comerciais. Os produtos afetados incluem carnes bovina, suína, de aves e equina, além de pescados, mel, ovos, ovoprodutos e envoltórios de origem animal. Uma auditoria realizada por autoridades sanitárias europeias entre 24 de agosto e 4 de setembro considerou satisfatórios os controles brasileiros nas cadeias de carne de aves e mel, representando um avanço para a reinclusão do Brasil na lista de fornecedores autorizados. A restrição ocorreu cerca de quatro meses após a entrada em vigor, em 1º de maio de 2026, do Acordo Provisório de Comércio entre Mercosul e União Europeia. As exportações brasileiras para o bloco somaram US$ 31,59 bilhões entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. A SP Chamber recomenda a criação de um canal técnico permanente entre Brasil e União Europeia, a divulgação de um cronograma conjunto de auditorias e apoio às empresas na adequação documental e de rastreabilidade.

Fonte: Portal Agroneg.