
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registra 1.101 candidaturas de titulares indeferidas para as eleições de outubro deste ano. Os dados consideram informações disponíveis até às 17h do último sábado, dia 19. Desse total, mais de 800 ainda estão dentro do prazo para recurso. Outros 74 suplentes também aparecem com o registro barrado nos sistemas da Justiça Eleitoral.
Olhando por partido, o DC (Democracia Cristã) lidera com 175 candidaturas indeferidas. O Democrata vem logo atrás, com 157, e o Agir aparece em terceiro, com 142 candidaturas barradas.
Por cargo, os deputados estaduais concentram o maior número de rejeições: 530. Os deputados federais ficam em segundo, com 484. Também foram indeferidas 31 candidaturas a senador, 26 a governador e 20 a vice-governador.
Os motivos para indeferimento incluem desatendimento a requisito formal, ausência de condição de elegibilidade e recusa de documento de regularidade do partido, federação ou coligação. Uma mesma candidatura pode ter mais de um motivo registrado.
O caso de maior repercussão é o de Pablo Marçal, do PRTB, que teve o registro à Presidência da República rejeitado por unanimidade pelo TSE em 11 de setembro. A Corte concluiu que ele não cumpriu o requisito de filiação partidária exigido pela legislação eleitoral e está inelegível. Com a decisão, Marçal foi proibido de praticar atos de campanha e seu nome foi retirado da urna eletrônica. O PRTB foi autorizado a substituí-lo e indicou Leonardo Avalanche. Marçal é o único candidato à Presidência com registro indeferido até o momento.
No dia 4 de outubro, cerca de 21 mil candidatos disputam cargos em todo o país e pelo menos 150 milhões de brasileiros devem ir às urnas. Um eventual segundo turno está previsto para 25 de outubro.
Fonte: CNN




