
O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal neste domingo (20/9) para que Paulo Gonet, procurador-geral da República, seja afastado do cargo e deixe de atuar no caso Banco Master. O pedido foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, presidente do STF.
A base do pedido é uma fotografia extraída pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. A imagem mostra Gonet sentado ao lado de Vorcaro, com charuto na mão e copos de uísque sobre a mesa, durante um evento bancado pelo Banco Master em um clube privado de Londres. A própria PGR confirmou que a foto é autêntica.
De acordo com o documento de Viana, o advogado Ciro Soares enviou a foto a Vorcaro em 19 de junho de 2025 com a mensagem "PG me mandou". O senador também cita mensagens do celular de Vorcaro que registram contatos entre Gonet e o banqueiro por meio de Soares. Em uma mensagem de 15 de março de 2025, Soares manda uma selfie ao lado de Gonet e escreve: "Liga aqui. Ele quer falar com vc". Outras mensagens fazem referência a uma viagem a Londres com expectativa de "charuto e Macallan", e à possível viagem do filho de Gonet custeada por Vorcaro. Em 19 de junho, Soares pergunta se "Pedrinho filho do PG pode ir tb?" e Vorcaro responde: "Óbvio".
Um relatório da PF descreveu Soares como uma "ponte entre o procurador-geral e o ex-banqueiro". Viana afirma que Gonet aparece nos fatos investigados e teria pedido ao STF a nulidade de um relatório da PF que o cita. O senador escreveu: "O chefe da instituição não pode ser, ao mesmo tempo, personagem dos fatos e dono da opinião jurídica sobre eles."
Em sua defesa ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, Gonet negou proximidade com Vorcaro e afirmou que teve apenas um encontro presencial com o banqueiro, em abril de 2024, durante um evento jurídico em Londres. Sobre um contato telefônico citado nos relatórios da PF, Gonet disse que ocorreu em 15 de março de 2025 a pedido de Ciro Soares e foi breve, sem assunto relevante. O Conselho marcou para 25 de setembro a análise do procedimento administrativo sobre o procurador-geral.
Fonte: Metropoles




