
O Conselho Superior do Ministério Público Federal vai se reunir na sexta-feira, dia 25 de setembro de 2026, para decidir se Paulo Gonet, procurador-geral da República, continua ou não à frente das investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master. O julgamento foi marcado depois de duas sessões do Supremo Tribunal Federal sobre o relatório da Polícia Federal que encontrou mensagens no celular de Daniel Vorcaro, fundador do banco. Nas mensagens, Vorcaro faz referências ao ministro Alexandre de Moraes, a Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Em uma das conversas, Vorcaro perguntou a Moraes se poderia acionar "Paulo e Andrei" e depois escreveu: "Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei". A PF concluiu que as referências eram a Gonet e Rodrigues. O relator do procedimento interno é o subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino, que chefia a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão. O relatório da PF também registra uma foto de Gonet ao lado de Vorcaro em Londres, em abril de 2024. A imagem foi enviada a Vorcaro pelo advogado Ciro Soares em 19 de junho de 2025 com a mensagem "PG me mandou". Soares enviou ainda uma selfie ao lado de Gonet em 15 de março de 2025 com o recado: "Liga aqui. Ele quer falar com vc". Dez minutos depois ocorreu a primeira de quatro ligações entre Soares e Vorcaro, com durações de 57 segundos, 27 segundos, 17 segundos e 3 minutos e 49 segundos. Durante sessão no STF, Gonet declarou que encontrou Vorcaro uma única vez, naquele evento em Londres com várias autoridades, e disse que uma ligação telefônica intermediada por advogado foi "brevíssima e banal". Em 1º de setembro, Gonet pediu a nulidade dos atos do ministro André Mendonça que embasaram o pedido de investigação, alegando abuso de autoridade por não ter aberto prazo para a PGR se manifestar. Mendonça, por sua vez, afirmou que pediu informações à PF para esclarecer quem eram os interlocutores e entender o contexto das conversas.
Fonte: Poder360




