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Notícias/POLÍTICA21/07/2026· KF News

STJ marca para 6 de agosto julgamento do ministro afastado Marco Buzzi

O Pleno do Superior Tribunal de Justiça vai julgar no dia 6 de agosto o processo disciplinar contra o ministro afastado Marco Buzzi. Ele responde administrativamente por importunação sexual contra uma jovem de 18 anos que foi ex-assessora do seu gabinete.

Na segunda-feira (21/7/2026), a comissão de sindicância encaminhou aos 31 ministros do Pleno as provas e documentos apresentados tanto pela defesa quanto pela acusação. O processo tramita sob sigilo — juízes auxiliares dos gabinetes precisam de autorização formal para ter acesso ao caso.

Ministros do STJ ouvidos pelo Poder360 avaliam que o processo vai inevitavelmente parar no STF. A expectativa é de que, se a maioria acolher o pedido da PGR pela aposentadoria compulsória de Buzzi, a defesa recorra ao Supremo. O subprocurador-geral José Adonis, que cuida do caso, já se manifestou pela punição do ministro. Segundo ele, as provas "são suficientes para confirmar as teses das vítimas". Ao todo, foram ouvidas cerca de 20 testemunhas.

Buzzi está afastado cautelarmente do STJ desde 10 de fevereiro de 2026, quando o Pleno decidiu por unanimidade tirá-lo temporariamente das funções. Antes da sessão, ele havia pedido licença médica de 90 dias com laudo psiquiátrico. O afastamento impede o uso de gabinete, veículo oficial e demais benefícios do cargo.

O PAD (Processo Administrativo Disciplinar) foi aberto pelo Pleno em 14 de abril, que também manteve o afastamento até o fim do processo. A comissão responsável pela instrução é formada pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva. Os suplentes são Humberto Martins e João Otávio de Noronha.

O caso também corre no STF: o ministro Nunes Marques abriu inquérito criminal contra Buzzi em 14 de abril, após a PGR se manifestar favoravelmente à investigação. A apuração criminal está no Supremo porque ministros do STJ têm foro por prerrogativa de função. Nunes Marques negou, em 13 de abril, um pedido da defesa para suspender a sindicância e excluir provas testemunhais.

Fonte: Poder360