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Notícias/AGRONEGÓCIO21/07/2026· KF News

Brasil já preencheu quase 79% da cota de carne bovina destinada à China em 2026

A China já liberou 872,2 mil toneladas de carne bovina brasileira em 2026, o que equivale a 78,9% da cota anual de 1,106 milhão de toneladas reservada ao Brasil. Os dados são da Gacc, a Administração Geral das Alfândegas da China, e foram divulgados na segunda-feira, dia 20 de julho de 2026. Vale lembrar que esses números contabilizam apenas as cargas que já passaram pela alfândega chinesa — não entram aí as que estão em trânsito ou aguardando liberação.

Só em junho foram desembaraçadas 148,5 mil toneladas, fazendo o índice de preenchimento subir de 65,4% para 78,9%. Faltam, oficialmente, cerca de 234 mil toneladas para o limite ser atingido. Mas a cota pode já estar praticamente preenchida na prática: a viagem marítima entre Brasil e China leva cerca de 40 dias, e frigoríficos embarcaram volumes altos em maio e junho que ainda não apareceram integralmente nas estatísticas chinesas.

Quando as importações brasileiras alcançarem 100% da cota, a China passa a cobrar uma tarifa extra de 55% sobre os volumes que excederem o limite. Essa cobrança começa no 3º dia após o teto ser atingido. O sistema foi anunciado pelo Ministério do Comércio da China em 31 de dezembro de 2025, entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e vale até o fim de 2028. Pequim justificou a medida dizendo que o aumento das importações de carne bovina estava causando danos graves à indústria local.

O Brasil recebeu a maior cota entre todos os países fornecedores. O limite sobe para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e para 1,151 milhão em 2028. Volumes não usados em um ano não podem ser transferidos para o ano seguinte. Em 2025, a China importou 1,45 milhão de toneladas de carne bovina brasileira, num total de US$ 7,87 bilhões, com valor médio de US$ 5,40 por quilo.

Fonte: Poder360