
Os preços da soja avançaram na Bolsa de Chicago na manhã desta quarta-feira (16), prolongando a valorização da sessão anterior. O grande responsável pela alta foi o farelo de soja, que no pregão passado subiu 2,58%, puxado pelos dados de processamento dos Estados Unidos. Por volta das 7h40 (horário de Brasília), os contratos futuros subiam entre 8,50 e 10 pontos: novembro era negociado a US$ 13,28 por bushel, março a US$ 13,52 e maio a US$ 13,58.
No mercado físico brasileiro, o levantamento de 15 de setembro mostrou poucas mudanças. No Rio Grande do Sul, a soja ficou em R$ 163 por saca em Rio Grande, R$ 155 em Passo Fundo, R$ 154 em Santa Rosa e R$ 153 em Ijuí e Cruz Alta. Em Santa Catarina, os valores foram R$ 162 em São Francisco do Sul, R$ 140 em Rio do Sul e R$ 139,50 em Palma Sola, com relatos de propostas mais agressivas das agroindústrias locais para garantir abastecimento.
No Paraná, o excesso de umidade travou o ritmo do plantio. Em Pato Branco, apenas 10% a 15% da área prevista havia sido semeada, bem abaixo dos cerca de 35% esperados para o período. O Mato Grosso do Sul, por sua vez, encerrou o vazio sanitário e liberou a semeadura comercial nesta quarta-feira (16). O vazio sanitário serve para reduzir plantas vivas de soja e ajudar no controle da ferrugem-asiática.
O Mato Grosso se destaca na comercialização: 96,90% da safra 2025/26 já estava vendida e 39,12% da produção prevista para 2026/27 já tinha comprador antecipado, numa área projetada de 13,05 milhões de hectares e produção de 48,88 milhões de toneladas.
O mercado também acompanha as chuvas persistentes no Meio-Oeste norte-americano, que podem atrasar a colheita americana, as tensões no Oriente Médio e o encontro previsto entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Washington, que pode influenciar as relações comerciais entre Estados Unidos e China e afetar a demanda pela soja brasileira.
Fonte: Portal Agroneg.




