
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, a CAE, aprovou nesta terça-feira, 1º de setembro de 2026, a contratação de um empréstimo externo de até US$ 1 bilhão junto ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, banco sediado na China. O objetivo é financiar metas climáticas do Brasil por meio do programa EcoInvest Brasil, nome completo: Programa de Reformas de Valor-Agregado para o Desenvolvimento e Sustentabilidade Econômica e Ecológica.
O senador Camilo Santana, do PT do Ceará, foi o relator da proposta e pediu regime de urgência para que a votação vá direto ao Plenário do Senado.
Os recursos serão repassados ao Tesouro Nacional como apoio ao Orçamento da União e não serão aplicados diretamente em obras ou projetos ambientais específicos. A operação não exige contrapartida financeira da União, e o pagamento será feito em parcela única ao final de 20 anos.
O projeto está estruturado em três eixos: atrair recursos públicos e privados para investimentos sustentáveis pelo EcoInvest Brasil e pelo mercado regulado de carbono; incentivar fontes de energia menos poluentes, com ênfase no combustível sustentável de aviação; e preparar a infraestrutura e os serviços públicos para os efeitos das mudanças climáticas, com ações de proteção e recuperação de florestas, manguezais e outros ecossistemas.
Entre as iniciativas previstas estão concessões para restauração de florestas, recuperação produtiva e ambiental de terras degradadas na Amazônia, adaptação do sistema de saúde a eventos climáticos extremos e mobilização de investimentos privados para projetos de baixo carbono.
O Ministério da Fazenda informou que a operação apoia o cumprimento das Contribuições Nacionalmente Determinadas, que são as metas climáticas formalmente assumidas pelo Brasil. O país se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035. A meta de longo prazo é alcançar a neutralidade de carbono até 2050.
Fonte: Poder360




