
A briga judicial entre Erika Hilton, Ratinho e o SBT ganhou um novo capítulo. A Justiça de São Paulo negou, em 2ª instância, o recurso apresentado pelo SBT para suspender o direito de resposta concedido à deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) contra o apresentador Ratinho. Com a decisão, a emissora terá que exibir, dentro do horário do programa do Ratinho, um vídeo da parlamentar até o dia 2 de outubro — véspera do 1º turno das eleições. Para cada dia que ultrapassar o prazo, o SBT pode ser multado em R$ 50 mil. O canal foi acionado pela reportagem, mas não se pronunciou sobre a possibilidade de apresentar um novo recurso.
No recurso, o SBT argumentou que transmitir o direito de resposta poderia beneficiar a campanha eleitoral de Erika, que busca a reeleição como deputada federal por São Paulo. A Justiça rejeitou esse argumento e manteve a decisão original. O relator afirmou que o cumprimento da medida não se enquadra como propaganda eleitoral nem como tratamento privilegiado à candidata, destacando que "a condição de parlamentar candidata não imuniza o agressor nem suspende a eficácia" da decisão.
O caso teve início em março deste ano, quando Ratinho criticou Erika Hilton — que é uma mulher trans — por assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O apresentador declarou que mulheres trans e travestis não seriam mulheres por não apresentarem características biológicas como menstruação ou útero. Erika afirmou que as falas também atingiram mulheres que não menstruam, não têm útero ou não têm filhos, e publicou nas redes sociais um resumo das declarações do apresentador.
Fonte: Metropoles




