
O governo argentino de Javier Milei anunciou que vai ampliar as denúncias judiciais contra empresas e pessoas envolvidas na exploração de petróleo perto das Ilhas Malvinas sem autorização de Buenos Aires. O porta-voz do governo, Adrian Ravier, afirmou em coletiva de imprensa que a denúncia apresentada na semana passada será expandida para abranger outras empresas, e que a Argentina vai usar todos os meios disponíveis para punir quem viole sua soberania sobre as ilhas.
O jornal argentino Clarín revelou que o promotor Carlos Stornelli indiciou diretores e acionistas das empresas Navitas Petroleum, de Israel, e Rockhopper Exploration, do Reino Unido, por suposta extração de petróleo em águas próximas às Malvinas. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores, Pablo Quirno, já havia apresentado denúncia criminal contra outras cinco empresas, entre elas a Navitas Petroleum Development & Production Ltd., a JHI Associates Inc. e a Eco (Atlantic) Oil & Gas Ltd.
O governo também anunciou o início de processos contra mais 15 pessoas, somando-se a outros 45 indivíduos já investigados, sem detalhar nomes. O Reino Unido respondeu dizendo que apoia o direito dos moradores das ilhas de explorar seus próprios recursos e que não vai discutir soberania. O ministro Quirno, por sua vez, apoiou uma possível mediação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu que as partes entrassem em contato com ele para resolver o impasse. Milei, aliado de Trump, deu início a essa nova fase da disputa ao anunciar sanções contra quem atue na região sem permissão argentina.
Fonte: Jovem Pan




