
A safra de milho do Rio Grande do Sul caminha bem e pode fechar o ciclo 2026/2027 com 6,91 milhões de toneladas produzidas, um crescimento de 7,18% na comparação usada pela Emater/RS-Ascar. A área destinada ao milho está estimada em 896.401 hectares, expansão de 7,42%, com produtividade média projetada em 7.711 quilos por hectare, cerca de 128,5 sacas por hectare.
O avanço do plantio veio depois que o solo perdeu o excesso de umidade, as temperaturas subiram e aumentou a disponibilidade de sol. A maioria das lavouras está com germinação satisfatória, emergência uniforme e bons estandes. As regiões de menor altitude e com janela de semeadura aberta pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático estão mais adiantadas. Onde o solo tem problema de drenagem ou o frio é maior, o ritmo ainda é mais lento.
Entre as regiões, Santa Rosa lidera com 74% dos 174.288 hectares previstos já plantados e produtividade projetada de 8.353 quilos por hectare. Ijuí tem mais de 60% dos 112.855 hectares implantados e a maior expectativa de produtividade do estado: 9.473 quilos por hectare. Passo Fundo projeta 9.359 quilos por hectare, e Erechim, 8.956 quilos por hectare. São Borja atingiu 60% dos 25 mil hectares previstos. Soledade ainda está em 20% dos 71.620 hectares estimados, com produtividade projetada de 5.659 quilos por hectare.
Um ponto de atenção é a cigarrinha-do-milho, praga que pode transmitir doenças capazes de prejudicar seriamente o desenvolvimento das plantas e causar perdas expressivas. A pressão é maior na região de Santa Rosa. Também foram registrados danos localizados por percevejos na fase inicial das lavouras.
O resultado final da safra vai depender da regularidade das chuvas e das temperaturas nas fases de floração e enchimento dos grãos, além do controle eficiente das pragas.
Fonte: Portal Agroneg.




