
A Polícia Federal, em parceria com a Controladoria-Geral da União, deflagrou nesta quinta-feira, 10 de setembro, a Operação Make Up. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos vindos de emendas parlamentares que teriam sido usados, por meio de organizações da sociedade civil, para financiar a produção do documentário Dark Horse, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O candidato à Presidência Renan Santos avaliou que a operação pode acabar beneficiando o senador e também candidato Flávio Bolsonaro. "Tem Flávio crescer. Imagino que sim, ele vai crescer por estar aparecendo mais. Está bem claro que o eleitor não liga para a corrupção. Então, o impacto que você tem nessas coisas é diminuto", disse Renan. Ele também afirmou que a crise do STF tem pouco impacto sobre o eleitorado: "Ninguém está dando a mínima para a crise do STF."
Um dos principais alvos da operação é o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo e roteirista do filme e aliado de Flávio Bolsonaro. A PF apreendeu o celular e sete armas do deputado. Ele é investigado por suposto esquema de repasse de R$ 2 milhões em emendas de sua autoria. Também são investigadas a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up, responsável pelo filme, ligada ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura, e Marcello de Oliveira Lopes, ex-marqueteiro de Flávio Bolsonaro, por supostos repasses à produtora. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Fonte: Metropoles




