
A chegada das chuvas nas principais regiões produtoras de café do Brasil renovou as expectativas para a próxima safra, mas provocou quedas expressivas nos preços internacionais. Nesta quinta-feira (10), os contratos futuros do arábica registraram perdas superiores a 2% na Bolsa de Nova York. O clima mais úmido observado no início de setembro beneficiou lavouras de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Em áreas produtoras de robusta e conilon, já foi registrada uma abertura mais expressiva das flores. Nas regiões de arábica, a expectativa é de intensificação das floradas nos próximos dias.
Segundo pesquisadores do Cepea, as precipitações criaram condições mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. No caso do conilon, a umidade contribui para o pegamento das flores e o desenvolvimento dos chumbinhos formados anteriormente. Para o arábica, mapas meteorológicos indicam o avanço de frentes frias com volumes relevantes de chuva sobre os cinturões produtores. Mesmo assim, o Cepea alerta: a abertura das flores, isoladamente, não garante alta produtividade. A safra ainda depende da continuidade das chuvas e das temperaturas nos próximos meses.
Na Bolsa, por volta das 7h55 (horário de Brasília), os contratos mais negociados recuavam entre 2,3% e 2,87%. O vencimento para dezembro voltou à faixa de 284 centavos de dólar por libra-peso, enquanto março de 2027 era negociado próximo de 276,45 centavos por libra-peso. Além das chuvas, fundos de investimento realizaram lucros após a valorização recente, ampliando o recuo. Com oscilações expressivas, muitos cafeicultores evitam novos compromissos enquanto aguardam mais clareza sobre o clima e os preços. Os estoques certificados na ICE permanecem em níveis historicamente reduzidos, o que ainda oferece algum suporte às cotações.
Fonte: Portal Agroneg.




