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Notícias/POLÍTICA08/09/2026· KF News

Renan Santos defende programa nuclear militar para o Brasil e diz que país pode sair de tratado internacional

O candidato à Presidência Renan Santos defendeu, durante sabatina à Jovem Pan, que o Brasil desenvolva a capacidade de produzir armas nucleares no futuro. Ele classificou a discussão sobre a bomba atômica e a capacidade de dissuasão do país como "fundamental" diante das mudanças na ordem internacional.

Renan argumentou que a ordem mundial criada após a Segunda Guerra Mundial está se enfraquecendo e que o Brasil precisa ampliar sua soberania nas áreas econômica, tecnológica e militar para reduzir a dependência de outras potências. Segundo ele, o mundo caminha para uma nova Guerra Fria entre Estados Unidos e China, enquanto os EUA voltam a pressionar a América Latina.

O candidato deixou claro, no entanto, que não se trata de uma medida imediata. "Não é que eu no meu primeiro ano de mandato vou sair construindo bomba atômica. Isso não dá. Nós não temos poder hoje pra nada", disse. Ele falou num horizonte de mais de oito anos para o projeto.

Questionado sobre o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual o Brasil é signatário, Renan admitiu que o país poderia futuramente deixar o acordo ou descumpri-lo. "O mundo só respeita a força", afirmou, argumentando que tratados internacionais são violados recorrentemente por países com poder suficiente para sustentar suas decisões.

Renan também reconheceu que o projeto exigiria mudança na Constituição, que hoje determina que a atividade nuclear no país só pode ser usada para fins pacíficos. "Nós temos que alterar nossa Constituição, sim", disse. Além disso, defendeu uma reforma ampla da Carta Magna, chamando a Constituição atual de um "impeditivo" ao crescimento econômico e à soberania do Brasil.

Fonte: Jovem Pan