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Notícias/NEWS08/09/2026· KF News

Reforma tributária já vigora e empresas ainda não sabem o impacto nos próprios negócios

A reforma tributária deixou de ser papo de futuro. Em 2026, as empresas brasileiras já estão no começo da transição para o novo sistema de tributação do consumo. Esse é o ano-teste da CBS, a Contribuição sobre Bens e Serviços, com alíquota de 0,9%, e do IBS, o Imposto sobre Bens e Serviços, com alíquota de 0,1%. A mudança será gradual até 2033, quando o novo modelo entra totalmente em vigor.

O problema, segundo Davi Damazio, diretor geral da Revizia, plataforma de inteligência fiscal e tributária, é que muitas empresas ainda não conseguem responder a uma pergunta básica: o quanto essa mudança vai afetar o próprio negócio. As grandes corporações saíram na frente e já se organizaram. Mas fora desse grupo, ainda há muita dúvida sobre os efeitos em preços, fornecedores, custos e rentabilidade.

A lógica do novo sistema pode virar a mesa. CBS e IBS funcionam pelo modelo de crédito não cumulativo, o que muda a comparação entre fornecedores. Um preço mais alto com mais crédito embutido pode custar o mesmo, na prática, do que um preço mais baixo com pouco crédito. Quem comprar só pelo valor de tabela pode acabar trocando um fornecedor bom por outro que parece mais barato e não é.

Damazio alerta que manter tudo igual, mesmos produtos, mesmos preços, mesmos fornecedores e custos, pode gerar um impacto forte no resultado final das empresas. Por isso, a área fiscal, antes vista como operacional e reativa, passou a interessar diretamente a CEOs, CFOs e conselhos de administração.

A inteligência artificial entra nesse cenário para agilizar análises que antes levavam dias. A Revizia, fundada há 10 anos e com plataforma comercializada desde 2022, oferece mais de 140 malhas fiscais automatizadas e um simulador da reforma tributária, que projeta os efeitos das novas regras a partir dos dados de cada empresa. A tecnologia também está sendo testada em processos de fusões e aquisições, com análise de riscos fiscais.

Fonte: Jovem Pan