
O presidente russo Vladimir Putin e o americano Donald Trump falaram por telefone nesta terça-feira, dia 8, sobre a guerra na Ucrânia. A conversa durou exatamente uma hora e foi descrita pelo assessor diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, como "construtiva e extremamente franca". Durante a ligação, Trump defendeu um fim rápido das operações militares. Putin, por sua vez, apresentou o que Ushakov chamou de uma "análise objetiva e detalhada" da situação na frente de combate e deixou claro que a Rússia não tem "nenhum plano agressivo" contra a Europa. Até o momento da publicação, nem Trump nem a Casa Branca divulgaram uma versão oficial do telefonema.
A conversa entre os dois líderes aconteceu logo após os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner visitarem Moscou e Kiev durante o fim de semana, com o objetivo de retomar os esforços de paz, que estavam parados há algum tempo. O presidente ucraniano Zelensky se mostrou otimista, dizendo que as novas propostas apresentadas pelos americanos são "muito boas e merecem ser consideradas". Ele anunciou que Kiev vai se preparar para uma reunião trilateral entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos, possivelmente já em setembro. O Kremlin, porém, foi mais cauteloso e disse ser "cedo demais" para falar em datas e termos concretos. Ushakov qualificou os resultados da visita dos enviados como "positivos" e garantiu que "o trabalho vai continuar".
Enquanto as conversas diplomáticas avançavam, a Rússia retomou os bombardeios contra Kiev após três dias de pausa. O ataque na madrugada de terça usou ao menos 166 drones e dezenas de mísseis. Pelo menos 5 pessoas morreram e 25 ficaram feridas. Segundo a Procuradoria de Kiev, 14 prédios residenciais, uma escola, uma clínica, 25 carros, um supermercado e vários armazéns foram atingidos. Moradora Nina Kimova, de 55 anos, relatou à AFP: "Foi aterrorizante. As crianças choravam, e os animais também." O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, criticou duramente a Rússia, dizendo que Putin lançou o ataque assim que os enviados americanos foram embora.
Fonte: Jovem Pan




