
Lideranças do PT de Minas Gerais foram contra uma aliança que estava sendo costurada entre a direção nacional do partido e o MDB para a disputa ao governo do estado. O veto dos petistas mineiros foi confirmado por uma fonte ligada ao MDB. Os presidentes nacionais Edinho Silva, do PT, e Baleia Rossi, do MDB, chegaram a se reunir para fechar o acordo, mas o presidente Lula, diante da resistência dos correligionários mineiros, teria pedido que fossem apresentadas alternativas internas antes de qualquer decisão.
Construir uma candidatura própria competitiva, porém, não está sendo tarefa fácil. A primeira aposta foi o senador Rodrigo Pacheco, do PSB, que recusou a missão. Em seguida, o partido tentou convencer a ex-prefeita de Contagem Marília Campos a desistir da corrida ao Senado e disputar o Palácio Tiradentes, mas ela também não topou.
Sem um nome forte na mesa, o PT mineiro passou a cogitar vários candidatos: os deputados federais Patrus Ananias, Paulo Guedes, Rogério Correia e Reginaldo Lopes; a deputada estadual Macaé Evaristo; o ex-deputado estadual André Quintão; e o ex-prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira.
Apesar da posição dos mineiros, uma aliança com o MDB ainda não está totalmente descartada. Lula pode dar sinal verde para um acordo nacional com Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, como candidato, caso nenhum nome petista viável seja encontrado. A presidente estadual do PT, Leninha, afirmou em nota que o partido segue em diálogo para construir uma candidatura e garantir um palanque forte para a reeleição de Lula.
Fonte: Metropoles




