
Karina Gama, produtora do filme Dark Horse e figura central na investigação sobre o financiamento da película, se recusou a entregar a senha do celular apreendido pela Polícia Civil de São Paulo durante operação realizada no dia 1º de junho. O aparelho, um iPhone retirado da casa dela no Parque São Luís, zona norte de São Paulo, não foi periciado até hoje, mais de 100 dias depois da operação.
Segundo o relatório do cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais Fernando Ramalho e Julio Cesar Pereira chegaram ao endereço e foram inicialmente impedidos de entrar. Karina então acionou o advogado Márcio Sayeg, que chegou em poucos minutos. Com orientação do defensor, ela se recusou formalmente a fornecer a senha do celular.
Na mesma casa, os agentes também apreenderam uma pasta de documentos do Instituto Conhecer Brasil (ICB), que estava na cozinha, e vistoriaram uma caminhonete Toyota 2017/18 na garagem, sem encontrar nada de interesse para a investigação no veículo.
A situação dos aparelhos eletrônicos complica ainda mais o andamento do caso: a Polícia Científica de São Paulo se recusou a peritar 15 aparelhos apreendidos na operação porque os sacos foram lacrados com folga suficiente para passar um cabo USB, o que poderia modificar os dados e comprometer a cadeia de custódia. Os três únicos aparelhos periciados e compartilhados com o Supremo Tribunal Federal (STF) — após ordem do ministro Flávio Dino — estão em formato de empresa israelense, inacessível para pessoas comuns.
A polícia também não encontrou nenhum computador nos endereços de Karina, da Go Up ou do ICB. No endereço da Avenida Paulista onde as duas organizações estavam registradas, funcionava apenas um coworking, sem qualquer documento relacionado à investigação. Karina movimentou mais de R$ 170 milhões desde 2024 entre a Go Up, o ICB e a Academia Nacional de Cultura.
Fonte: Metropoles




