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Notícias/POLÍTICA13/09/2026· KF News

Fachin retira relatoria de Mendonça no caso Moraes e separa julgamentos no STF

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil (CC BY 3.0 br)

Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, tomou para si a relatoria do processo que investiga a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A decisão muda quem vai abrir o julgamento marcado para a próxima terça-feira, dia 15. Antes, esse papel caberia ao ministro André Mendonça, que daria o primeiro voto sobre um caso que atinge diretamente Moraes. Agora, quem apresenta os fatos e vota primeiro é Fachin. A decisão não impede o confronto entre os dois ministros, que vão sentar lado a lado no plenário, mas tira de Mendonça o controle da abertura do julgamento. Fachin também separou os dois casos. O julgamento sobre Moraes acontece na terça. As acusações contra Mendonça ficam para a semana seguinte, em vez de serem julgadas juntas na mesma sessão. Mendonça ainda não perdeu formalmente as relatorias das investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS. Fachin mandou os dois processos para a Presidência e suspendeu seu andamento até uma nova deliberação, ficando em suas mãos a decisão sobre se Mendonça continuará à frente desses casos. A nova frente da crise é o acesso ao celular de Vorcaro. A Polícia Federal informou que pode entregar imediatamente cópias integrais e certificadas do material aos ministros. Mendonça se opôs, alegando que a medida pode tumultuar o julgamento de terça e comprometer investigações ainda em andamento. Ele também pediu que Fachin apure uma possível pressão sobre os delegados responsáveis pelo caso. Segundo ministros do STF ouvidos pela coluna dos Metrópoles, a insistência de Mendonça em reter os dados do celular, mesmo com a PF disposta a enviá-los, passou a chamar atenção dentro do tribunal. A questão levantada é se o acesso de todos os ministros à íntegra do aparelho poderia colocar em xeque o trabalho realizado por Mendonça nas últimas semanas. O celular pode conter informações sobre Moraes, Flávio Bolsonaro e outros envolvidos, e também permitiria comparar o conjunto dos dados com o material que foi selecionado e levado aos autos pelo relator.

Fonte: Metropoles