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Notícias/POLÍTICA14/09/2026· KF News

Guerra de petições no STF pode atrapalhar julgamento sobre Moraes marcado para terça-feira

Foto: Lucas Vinícius Pontes/Pexels

O STF tem uma sessão marcada para a próxima terça-feira, dia 15, que vai decidir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por possíveis relações com Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master. Mas especialistas ouvidas pela CNN Brasil alertam que uma "guerra de petições" pode atrapalhar o julgamento. A advogada constitucionalista Vera Chemim disse que os ministros estão mandando petições uns para os outros de forma exagerada, o que mostra uma briga interna no Supremo. Ela afirmou que o STF "perdeu todo o controle enquanto instituição" e chamou o tribunal de "lamentavelmente político", dizendo que hoje "vale tudo" na Corte. A professora de Direito Penal da FGV, Luisa Moraes Abreu Ferreira, avaliou que a competência do STF tem sido usada "como poder, como arma" e que há uma tentativa de misturar questões sobre o ministro André Mendonça com o pedido de investigação de Moraes, o que pode dificultar a análise do caso. A crise começou quando Mendonça indicou que poderia incluir Moraes como investigado no caso Master. Desde então, vários ministros entraram na disputa: o ministro Cristiano Zanin pediu acesso à íntegra dos dados do celular de Vorcaro antes da sessão, pedido reforçado por Moraes e rejeitado por Mendonça, que alegou risco às investigações. O ministro Gilmar Mendes enviou ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, questionando se o caso estava pronto para ser julgado no dia 15 e defendeu que Fachin assumisse a condução dos processos. O ministro Flávio Dino determinou a reintegração de dois dirigentes da PF afastados por Mendonça, gerando decisões conflitantes que levaram Fachin a submeter a questão ao plenário. No julgamento do dia 15, os ministros vão discutir três pontos: a legalidade da ordem de Mendonça, a validade do material produzido pela PF e o pedido da PGR para anular o procedimento. A sessão será transmitida ao vivo.

Fonte: CNN