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Notícias/NEWS11/09/2026· KF News

Preço do suíno vivo recua e mercado segue travado mesmo com avanço das exportações

Foto: Ilustração gerada por IA

O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com negócios lentos e preços mistos. Segundo a consultoria Safras & Mercado, o quilo do suíno vivo recuou de R$ 4,77 para R$ 4,75 na média nacional. No atacado, o corte de carcaça subiu levemente, de R$ 7,50 para R$ 7,52, mas o pernil caiu de R$ 9,49 para R$ 9,47. O analista Allan Maia explica que os frigoríficos avaliam que a oferta de animais está acima do necessário para o abate imediato, o que trava as compras e dificulta a recuperação das cotações. A situação aumenta a preocupação dos suinocultores, especialmente no mercado independente, com prejuízos acumulados e dificuldade para repassar os custos de produção. Nas regiões, os preços também cederam: no Paraná, caiu de R$ 4,60 para R$ 4,55 no mercado livre; em Goiânia, de R$ 5 para R$ 4,90; no interior de Santa Catarina, de R$ 4,60 para R$ 4,55; e na integração de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, de R$ 4,80 para R$ 4,65. Em São Paulo, a arroba permaneceu em R$ 95. Nas exportações, nos primeiros quatro dias úteis de setembro, o Brasil embarcou 24,927 mil toneladas, com receita de US$ 58,583 milhões. O volume diário cresceu 2,3% na comparação com setembro de 2024, mas a receita média diária recuou 6,9% e o preço médio por tonelada caiu 9%, chegando a US$ 2.350,10, segundo a Secex. No cenário internacional, foi confirmado um foco de febre aftosa do sorotipo O em suínos no distrito de Dazu, em Chongqing, na China. De 677 animais no estabelecimento, 37 apresentaram sinais da doença. A Safras & Mercado avalia que ainda não há indícios de disseminação em larga escala e que a China tem capacidade sanitária para conter o foco. Com oferta elevada no mercado interno chinês, os reflexos sobre as importações de carne brasileira ainda são considerados incertos.

Fonte: Portal Agroneg.