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Notícias/TECNOLOGIA12/09/2026· KF News

Google lança ferramenta de IA gratuita para ajudar jornalistas a checar imagens falsas na internet

O Google DeepMind desenvolveu uma ferramenta experimental chamada Backstory, criada para ajudar jornalistas, checadores de fatos, pesquisadores e especialistas em inteligência de fontes abertas a identificar imagens falsas, manipuladas ou geradas por inteligência artificial na internet.

O funcionamento é direto: o usuário envia uma imagem e faz uma pergunta. O Backstory roda verificações automáticas para checar se o conteúdo foi gerado por IA, se há sinais de manipulação e em quais sites a imagem já apareceu. Ao final, gera um relatório com o resumo das informações, citação das fontes e o registro de cada etapa da checagem.

A ferramenta é baseada na família de modelos de linguagem Gemini, do Google, e usa agentes de IA para decidir quais ferramentas de autenticação aplicar e em qual ordem.

A equipe de 6 pessoas do India Today, um dos maiores grupos de comunicação da Índia, já utiliza o Backstory no dia a dia para fazer a triagem inicial de conteúdos. Segundo Bal Krishna, líder da equipe de checagem, a ferramenta reúne num só ambiente o trabalho que antes exigia 5 plataformas e 5 acessos diferentes.

O especialista em alfabetização digital Mike Caulfield afirma que o Backstory reduz para 3 minutos um processo de verificação que antes levava 50 minutos. Para ele, a ferramenta preenche uma lacuna ao atender um público intermediário entre o usuário comum e o especialista em checagem.

Entre os recursos disponíveis, o Backstory pode acionar o SynthID, mecanismo que identifica marcas-d'água digitais em imagens criadas pelo Nano Banana, modelo de geração de imagens do Google. A ferramenta também verifica metadados criptografados de empresas ligadas à Coalizão para Proveniência e Autenticidade de Conteúdo, grupo que inclui Google, Adobe e BBC.

Atualmente, o acesso é gratuito, mas restrito ao Programa de Testadores Confiáveis do Google. A gestora responsável pela ferramenta, Zoe Darmé, afirmou que pretende ampliar o acesso no futuro. O software exibe um aviso de que pode cometer erros e que as informações devem ser verificadas pelo usuário.

Fonte: Poder360