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Notícias/AGRONEGÓCIO04/08/2026· KF News

Preço do milho se mantém firme no Brasil enquanto Chicago oscila com tensão no Mar Negro e clima nos EUA

O mercado de milho no Brasil começou a semana com preços firmes. Dois fatores principais explicam essa sustentação: a demanda interna aquecida e o atraso da colheita da segunda safra no Paraná, que reduziu temporariamente a oferta do cereal. De acordo com o analista Paulo Molinari, da Safras & Mercado, os preços nos portos ainda não incentivam uma valorização mais forte, mas o consumo doméstico impede quedas mais expressivas. "Não há força suficiente para uma alta consistente, mas o mercado permanece sustentado pela procura interna", avaliou o especialista.

Nas principais praças brasileiras, os preços estão assim: Porto de Santos entre R$ 65,50 e R$ 70,00 a saca; Paranaguá entre R$ 65,00 e R$ 68,00; Cascavel (PR) de R$ 59,00 a R$ 61,00; Mogiana (SP) de R$ 60,00 a R$ 62,00; Campinas (SP) de R$ 67,00 a R$ 68,00; Erechim (RS) de R$ 68,00 a R$ 69,00; Uberlândia (MG) de R$ 57,00 a R$ 60,00; Rio Verde (GO) de R$ 56,00 a R$ 58,00; e Rondonópolis (MT) de R$ 54,00 a R$ 56,00.

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago oscilou bastante. O pregão começou pressionado por realização de lucros e pela queda do petróleo, mas voltou a ganhar força com a tensão no Mar Negro, rota importante para as exportações de grãos da Rússia e da Ucrânia. Outro fator de atenção é o clima nos Estados Unidos: o USDA reduziu pela terceira semana seguida a classificação das lavouras de milho. Até 2 de agosto, 61% estavam em boas ou excelentes condições, contra 63% na semana anterior. Outros 25% aparecem em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins.

As exportações americanas também deram suporte ao mercado: as vendas líquidas para a temporada 2025/26 somaram 332,7 mil toneladas, com destaque para o México, que comprou 203,3 mil toneladas. Para 2026/27, foram registradas vendas adicionais de 701,5 mil toneladas. Os contratos futuros encerraram em alta: setembro/2026 fechou a US$ 4,49 por bushel, com avanço de 1,92%, e dezembro/2026 a US$ 4,72, alta de 1,83%. O dólar opera próximo de R$ 5,08 e o petróleo recuou mais de 3%.

Fonte: Portal Agroneg.