
A Polícia Civil de São Paulo descobriu outros quatro termos de colaboração entre o Instituto Conhecer Brasil, o ICB, e a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo, a SMIT. A revelação veio durante a Operação WiFi Livre, realizada em 1º de junho, quando os policiais foram até a sede da secretaria atrás de documentos do contrato principal de R$ 108 milhões firmado com o ICB para instalar, operar e manter 5 mil pontos de Wi-Fi público em comunidades da capital paulista. No 27º andar do prédio, o diretor financeiro da secretaria, João Paulo Santana de Jesus, entregou aos policiais a documentação completa do contrato principal, as prestações de contas e os registros de outros quatro acordos com o mesmo instituto. A busca só aconteceu porque a SMIT não entregou os documentos dentro do prazo solicitado pela polícia. O pedido tinha sido feito desde a abertura do inquérito, em 31 de março, e incluía edital, plano de trabalho, notas fiscais, relatórios de fiscalização e registros de pagamentos. A investigação apura suspeitas de irregularidades no uso do dinheiro público, incluindo a possibilidade de parte dos recursos ter financiado o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ICB é representado por Karina Ferreira da Gama, que também tem ligação com a Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme. Karina e o deputado federal Mario Frias foram alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal, com 49 mandados de busca e apreensão cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. Relatórios da Controladoria-Geral da União apontaram irregularidades em R$ 2 milhões em emendas de Frias destinadas ao ICB e à Academia Nacional de Cultura. Três dias depois da operação, o ministro Flávio Dino, do STF, retirou o sigilo da investigação e reuniu as apurações do caso no Supremo.
Fonte: Metropoles




