
A Polícia Federal encontrou planilhas financeiras em conversas de WhatsApp entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel. Os arquivos tinham o nome de "Despesas Gerais" e eram trocados periodicamente para controle e autorização de pagamentos. O maior valor registrado foi de R$ 84,6 milhões em um único demonstrativo de 2025, que reunia pendências de junho e julho e despesas de agosto.
Entre os gastos listados estavam condomínio, energia elétrica, IPTU, honorários advocatícios, relações públicas internacionais, manutenção de aeronaves, combustível e galerias de arte. Os custos com aviação executiva variavam de R$ 4,95 milhões a R$ 6 milhões por mês. Compromissos com galerias chegavam a R$ 22,5 milhões e R$ 45 milhões.
As planilhas também registravam repasses a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como "Sicário". O ministro André Mendonça, do STF, reproduziu trecho da PF que aponta "fortes indícios" de que Mourão recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro, por meio de Zettel. Conversas mostram Mourão cobrando o pagamento quando havia atraso. Uma funcionária de Vorcaro chegou a perguntar se seria "1 mm como normalmente" — e ele confirmou. A PF identificou uma transferência de R$ 1 milhão para uma empresa indicada por Mourão.
No demonstrativo de R$ 84,6 milhões aparecem ainda R$ 6 milhões para reforma de um apartamento e R$ 2 milhões à Igreja Lagoinha Belvedere, onde Zettel atuava como pastor. Havia também parcelamentos de impostos federais entre R$ 830 mil e R$ 2,49 milhões. Em períodos com menos compromissos, o total das planilhas ficava na faixa de R$ 10,2 milhões. Os sigilos de 15 procedimentos ligados ao caso Master foram retirados por Mendonça em 10 de setembro de 2026, a pedido do presidente do STF, Edson Fachin.
Fonte: Poder360




