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Notícias/POLÍTICA10/09/2026· KF News

PF teria produzido dossiês contra 4 ministros do STF, incluindo Mendonça, Toffoli, Fux e Nunes Marques

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, foi informado de que a Polícia Federal produziu relatórios de inteligência contra ele e contra outros três ministros do STF: Dias Toffoli, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux. A apuração do caso está sendo conduzida pelo presidente do tribunal, o ministro Luiz Edson Fachin.

O relatório de inteligência da PF contra Mendonça veio a público no dia 3 de setembro de 2026, por decisão do ministro Alexandre de Moraes. O documento foi usado para apontar supostas irregularidades na atuação de Mendonça, que é relator dos inquéritos do banco Master. O próprio ministro chamou a situação de "arapongagem institucional" e avaliou que a PF tinha o objetivo de coletar informações contra ele e também contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. O documento, segundo a matéria, não tem embasamento probatório como uma investigação criminal normal. Para investigar um ministro do STF, é necessária autorização expressa do plenário da Corte.

Dias Toffoli, antecessor de Mendonça na relatoria do inquérito, também teria sido alvo de um dossiê interno. Agentes da PF avaliavam que ele estava interferindo no trabalho da corporação nas fases iniciais da operação Compliance Zero. O estopim do conflito aconteceu na noite de 12 de fevereiro, quando Fachin se reuniu secretamente com os nove ministros da Corte para discutir uma Arguição de Suspeição apresentada pelo diretor-geral da PF contra Toffoli. Esse encontro terminou com a redistribuição da investigação para Mendonça.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, tem até a sexta-feira, dia 10 de setembro de 2026, para explicar o documento encaminhado a Alexandre de Moraes. Na quarta-feira, dia 9 de setembro, Fachin tomou uma série de decisões: marcou para o dia 15 de setembro o julgamento do pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, suspendeu a decisão de Mendonça que havia afastado o diretor-geral da PF, suspendeu também a decisão do ministro Flávio Dino que recolocava Andrei na chefia da corporação, e retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.

Fonte: Poder360