
Documentos da Polícia Federal, revelados pela revista Veja nesta quinta-feira, dia 20, mostram que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, é apontado como "beneficiário indireto" de um suposto esquema de tráfico de influência junto ao governo federal. Segundo o relatório da PF, a lobista Roberta Luchsinger atuava em nome dele nas articulações com empresários que tinham interesse em contratos do governo. Em mensagens, ela dizia: "Eu sou o Fábio." E ainda: "Eu trabalho a política via Palácio. Sou boa de costura política."
Lulinha, Roberta e Fernando Kalil, sócio do filho do presidente, trocavam mensagens num grupo de WhatsApp chamado Musaranhos. Um dos negócios tentados era convencer o Ministério da Saúde a comprar um produto à base de canabidiol. O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", seria um dos beneficiados. Segundo a Veja, a reunião no Ministério da Saúde com o então secretário-executivo Swedenberger Barbosa, o Berge, só aconteceu por interferência direta de Lulinha.
A PF também registrou atuação do grupo na estatal Telebras. Roberta relatou em mensagem que o irmão de Fernando Kalil estaria usando o nome de Lulinha para fechar negócios na empresa. A revista Veja revela ainda que Roberta era responsável por pagar despesas de Lulinha, incluindo uma viagem à África que custaria US$ 20 mil por pessoa. Em mensagem, Lulinha escreveu: "A gente tem grana pra bancar essas coisas? Vc que cuida das minhas finanças."
A defesa de Lulinha afirma que ele é investigado há anos sem que nada tenha sido encontrado contra ele. O Ministério Público Federal enviou parecer ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, pedindo que o caso seja remetido a outra instância, por entender que não há autoridade sob investigação para mantê-lo no STF.
Fonte: Jovem Pan




