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Notícias/NEWS11/09/2026· KF News

PF acha celular escondido em freezer atrás de carnes na casa de ex-policial ligado a Vorcaro em Belo Horizonte

A Polícia Federal encontrou um iPhone 17 Pro Max azul-escuro escondido dentro de um freezer vertical, atrás de carnes congeladas, no apartamento de Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado investigado como líder do grupo chamado "A Turma". A operação aconteceu no dia 4 de março, no bairro Floresta, em Belo Horizonte. A equipe chegou ao endereço às 6h e entrou no imóvel às 6h08, após avisar à família que cumpria medidas cautelares da PF.

Durante as buscas, os agentes perguntaram várias vezes onde estava o celular de Roseno. Segundo o relatório da terceira fase da Operação Compliance Zero, obtido pela Jovem Pan, o investigado se recusou a informar o paradeiro do aparelho. Depois que os policiais vasculharam os quartos do casal e da filha, Roseno pediu que a equipe o acompanhasse até a área de serviço e, lá, retirou o celular do freezer com as próprias mãos.

Além do aparelho, a PF apreendeu duas pistolas — uma Glock G26 e uma Taurus PT640 —, munições de diferentes calibres, documentos, um bloco de anotações e outros materiais. A PF aponta Roseno como líder de um grupo de seis integrantes, aparentemente ligados à Polícia Federal, que realizava ações de interesse do banqueiro Daniel Vorcaro. A identificação de Roseno foi feita a partir de conversas entre Vorcaro e Felipe Mourão e de dados coletados pelos investigadores.

Os documentos vieram a público após o presidente do STF, Edson Fachin, determinar a retirada do sigilo das investigações do Banco Master. Fachin também mandou enviar o material aos demais ministros antes do julgamento marcado para 15 de setembro. O relator, André Mendonça, liberou os documentos e determinou o envio de cópia integral à Presidência do STF e aos demais ministros. A retirada do sigilo ocorre em meio à crise no Supremo após relatórios da PF citarem contatos de Vorcaro com integrantes da Corte, entre eles Alexandre de Moraes. Mendonça havia afastado o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada. Flávio Dino determinou a volta dos dois, e Fachin depois suspendeu as duas decisões, concentrando na Presidência do STF a análise dos processos e convocando os 11 ministros para discutir o caso no plenário no dia 15.

Fonte: Jovem Pan