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Notícias/NEWS08/09/2026· KF News

Petróleo perto de US$ 100 derruba bolsas globais e Ibovespa abre em alta nesta terça-feira

O petróleo voltou ao centro das atenções nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026, após novos ataques contra instalações de energia no Oriente Médio elevarem o risco de interrupção no fornecimento. Por volta das 9h50, no horário de Brasília, o Brent para novembro avançava 1,7%, a US$ 98,69 por barril, chegando a se aproximar de US$ 100 durante a sessão. O petróleo norte-americano WTI subia 2,6%, para US$ 93,87. O Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, permanece como um dos principais pontos de atenção.

No Brasil, o Ibovespa abriu em alta depois do feriado da Independência. Desde 17 de agosto, o índice acumulou valorização de aproximadamente 11,5% e superou os 185 mil pontos. As ações de Petrobras e Vale estavam entre os principais destaques. O dólar comercial recuou para perto de R$ 5,11 para venda, depois de ter chegado a R$ 5,19 na semana anterior.

O Boletim Focus divulgado nesta terça mostrou queda na projeção de inflação para 2026, de 5,01% para 5%, e elevação da estimativa de crescimento do PIB para 1,93%. O mercado também acompanha novas pesquisas eleitorais, já que a percepção sobre a política fiscal a partir de 2027 vem influenciando o câmbio, os juros futuros e a Bolsa.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em queda. O Nikkei, de Tóquio, caiu 1,70%, aos 65.269 pontos. O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 0,58%. Na China, o índice de Xangai subiu 0,20%, apoiado por ações do setor agrícola, que chegaram a avançar 4,3% após o governo chinês anunciar um plano de financiamento para a revitalização rural. Na Europa, o Stoxx 600 caía 0,6%. Nos EUA, os futuros do Dow Jones recuavam 0,8%, e o rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos subia para 4,794%.

Para o agronegócio, a alta do petróleo merece atenção: combustíveis mais caros podem elevar os custos do transporte, das máquinas agrícolas e dos insumos, pressionando as margens dos produtores e a logística de escoamento da safra.

Fonte: Portal Agroneg.