
Uma pesquisa da PUC-Rio criou modelos matemáticos para estimar, em dinheiro, o custo de acidentes industriais e comparar o impacto de diferentes estratégias de prevenção. O estudo foi aplicado a dados da indústria de petróleo e gás. Os incidentes foram classificados por gravidade e por possíveis efeitos sobre pessoas e patrimônio.
A pesquisa aponta uma dificuldade comum nas empresas: enquanto investimentos em máquinas e obras têm retorno fácil de medir, o resultado de um investimento em prevenção é justamente um acidente que não acontece. Os modelos buscam atribuir valor econômico a esse evento que deixou de ocorrer.
O vazamento na Baía de Guanabara em janeiro de 2000 é citado como exemplo. Cerca de 1,29 milhão de litros de óleo foram despejados após o rompimento de um oleoduto, atingindo 40 km² e causando danos a manguezais, praias, áreas de proteção ambiental e pescadores artesanais. O caso mostra que o custo vai além do conserto: inclui indenizações, perda de produção e dano à imagem da empresa.
A metodologia pode ser usada em outros setores, como mineração, química, siderurgia, energia e transporte. Os autores reconhecem que os modelos foram construídos com dados de uma única unidade, o que exige novos estudos. A pesquisa contou com apoio do Cenpes, da Petrobras, e da Faperj.
Fonte: Poder360




