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Notícias/NEWS08/09/2026· KF News

Netanyahu enfrenta críticas após revelação de que ignorou alerta dos Emirados sobre ataque do Hamas

O jornal israelense Haaretz publicou trechos de um livro de dois de seus repórteres revelando que o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, ligou diretamente para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu quase 10 dias antes do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Na ligação, o líder emiradense avisou que o Hamas estava preparando uma grande operação. Segundo o Haaretz, que cita principalmente fontes anônimas, Netanyahu recebeu o aviso com calma e não tomou nenhuma providência.

O gabinete do premiê negou as informações, classificando-as como "puras mentiras", e afirmou que essa conversa nunca aconteceu. Netanyahu está em campanha para as eleições legislativas de 27 de outubro.

A revelação gerou reações duras da oposição israelense. O ex-comandante militar Gadi Eisenkot escreveu na rede social X que Netanyahu recebeu dezenas de avisos antes do ataque e ignorou todos, chamando-o de inapto para o cargo. O ex-premiê Naftali Bennett, também candidato, afirmou que Netanyahu tem "responsabilidade pessoal e direta" pelas 1.221 mortes do dia 7 de outubro — o mais violento da história do Estado de Israel — e declarou que ele "não pode seguir no cargo nem por mais um minuto".

O Haaretz informa ainda que o líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, posteriormente assassinado por Israel, havia avisado a um dirigente palestino que seus homens preparavam "uma tremenda operação", descrita como um "terremoto". Essa informação chegou a um assessor emiradense e, depois, ao presidente dos Emirados, que decidiu ligar para Netanyahu.

No ataque de 7 de outubro de 2023, milicianos do Hamas mataram civis, policiais e militares, e sequestraram 251 pessoas, levadas para Gaza — entre elas, 44 já estavam mortas. A resposta militar israelense destruiu grande parte da Faixa de Gaza, causou uma grave crise humanitária e matou 73.658 pessoas, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, órgão cujos números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.

Fonte: Jovem Pan