
Alexandre de Moraes abriu uma nova frente contra André Mendonça na crise que divide o Supremo Tribunal Federal. Em ofício enviado nesta sexta-feira, dia 11 de setembro, ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes acusa o colega de ter escolhido a dedo quais documentos da Operação Compliance Zero seriam tornados públicos.
Segundo Moraes, Mendonça levantou o sigilo de apenas 15 procedimentos, mas manteve escondidos outros 180 documentos. No texto do ofício, Moraes afirma que o colega tornou público "somente o que entendeu conveniente" e fez uma "escolha seletiva" do material entregue aos demais ministros.
A coluna que revelou a crise havia informado na quinta-feira que Moraes deixara claro a aliados que não cairia sozinho. O novo ofício é considerado um ato concreto que confirma essa postura.
Além das acusações sobre os documentos, Moraes reforça outras denúncias contra Mendonça. Diz que ele teria usurpado a direção de investigações, conduzido de forma irregular tratativas de colaboração premiada e direcionado apurações contra o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por razões pessoais e políticas.
No ofício, Moraes pede a Fachin o julgamento conjunto das duas ações que tratam do confronto entre os dois ministros, a abertura integral dos procedimentos ligados à Compliance Zero e a notificação de todos os magistrados citados. O documento foi enviado também aos demais ministros do STF e ao procurador-geral da República.
Fonte: Metropoles




