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Notícias/POLÍTICA14/09/2026· KF News

Ministros do STF articulam nos bastidores para barrar sessão sobre suspeita ligação entre Moraes e Vorcaro

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal virou palco de uma intensa guerra de bastidores neste fim de semana. Uma ala de ministros aliados de Alexandre de Moraes passou o fim de semana disparando despachos para pressionar o presidente da Corte, Edson Fachin, a cancelar ou adiar a sessão marcada para a terça-feira, dia 15. A sessão vai debater os indícios de uma relação suspeita entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O grupo de Moraes queria que esse tema fosse discutido no mesmo dia que o pedido de Moraes para investigar o ministro André Mendonça. Fachin não cedeu: manteve a sessão de terça e empurrou o caso de Mendonça para o dia 23. Os aliados de Moraes também insistiram em ter acesso à íntegra das mensagens do celular de Vorcaro, alegando que os dados divulgados por Mendonça foram selecionados de forma intencional. Fachin respondeu que todo o material necessário para a sessão já estava disponível e que liberar mais conteúdo agora "contribuiria para tumultuar o julgamento". Em apoio a Fachin, juristas, empresários e lideranças enviaram uma carta neste domingo, assinada por nomes como Jorge Gerdau, presidente do grupo Gerdau, Luiza Trajano, do Magazine Luiza, e Cândido Bracher, ex-CEO do Itaú. Nos bastidores, dois caminhos estão sendo articulados para travar a sessão: um pedido de vista logo no início ou a construção de uma saída do meio que contemple os diferentes grupos. Nesse segundo cenário, a discussão seria encerrada logo de cara com a constatação de que o relatório da Polícia Federal foi feito de forma irregular, e a Procuradoria-Geral da República poderia ser acionada para pedir uma nova investigação. No placar previsto para terça, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin são contra a abertura da investigação. André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux são favoráveis. Moraes não vota por ser o alvo. Dias Toffoli já se declarou suspeito. Os votos de Fachin e Cármen Lúcia seguem indefinidos e os dois devem ser pressionados pelos dois lados até o momento do julgamento.

Fonte: Jornal de Brasília