
Xi Jinping, presidente da China, usou a 18ª Cúpula do Brics, realizada em Nova Délhi, na Índia, no domingo dia 13 de setembro, para propor a criação de uma comunidade de inteligência artificial de código aberto para os países do bloco. A proposta inclui o desenvolvimento e aplicação de grandes modelos de linguagem, além de cursos e seminários sobre a tecnologia. Pequim se colocou como líder dessa iniciativa e disse estar disposta a construir um ecossistema aberto de IA dentro do Brics.
A cúpula reuniu líderes como o russo Vladimir Putin e o sul-africano Cyril Ramaphosa. O Brasil não contou com a presença do presidente Lula e foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A reunião foi presidida pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.
A proposta de Xi surge em meio a uma disputa cada vez mais intensa entre China e Estados Unidos pelo domínio da inteligência artificial, que envolve modelos avançados, chips potentes e data centers. O líder chinês defendeu que os países em desenvolvimento se unam para definir regras internacionais e evitar que o avanço da IA fique concentrado em poucas nações, apresentando a tecnologia como uma ferramenta para dar mais voz ao Sul Global.
Além da IA, Xi apresentou outras quatro iniciativas para ampliar a cooperação no bloco: facilitar comércio e investimentos, desenvolver a indústria digital, avançar em manufatura inteligente e formar profissionais de ciência e tecnologia. O presidente chinês também defendeu que os países do Brics mantenham cadeias de produção e abastecimento estáveis.
Vale destacar que, na mesma semana, um pesquisador que passou por OpenAI e Anthropic afirmou que muitos profissionais do setor veem a inteligência artificial como um risco extremo para a humanidade ainda nesta década. Xi, porém, não mencionou o debate sobre segurança da IA em seu discurso na cúpula.
Fonte: Metropoles




