
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em decisão publicada nesta terça-feira (8/7). Na peça, o ministro citou o colega Alexandre de Moraes nove vezes, usando inclusive um trecho de voto do próprio Moraes como argumento. O trecho em questão diz que nenhum órgão pode "bisbilhotar, fichar ou classificar cidadãos e enviar essas informações para outros órgãos", e que relatórios de inteligência não podem ser usados para punir pessoas, apenas para orientar ações de segurança pública.
Na mesma decisão, Mendonça afirma que Andrei Rodrigues encaminhou ao ministro Moraes, dentro do Inquérito das Fake News, ao menos seis relatórios de inteligência produzidos de forma sigilosa entre os dias 3 e 31 de agosto deste ano.
A crise entre os dois ministros teve início quando Mendonça levantou o sigilo de uma investigação da PF sobre a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro sugerem favorecimento e cobrança indevida de atuação jurisdicional no caso do banco.
Além do afastamento de Andrei, Mendonça pede também o afastamento do delegado Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF. A justificativa é garantir que os membros da Corte, o advogado-geral da União Jorge Messias e os servidores da PF possam exercer suas funções sem o que o ministro chama de "constrangimentos ilegais".
Fonte: Metropoles




