
O deputado federal Mario Frias (PL-SP) defendeu, em vídeo publicado no sábado, 12 de setembro de 2026, que o patrocínio do Banco Master ao filme "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), não configura crime. Na avaliação do deputado, para haver irregularidade seria necessário que alguém tivesse prometido um ato de ofício em troca do dinheiro. "Patrocínio privado, por si só, não é crime. Para existir uma irregularidade, teria que haver alguma coisa a mais: uma promessa de ato de ofício, algum benefício oferecido em troca daquele dinheiro", declarou.
Frias analisou as mensagens trocadas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, divulgadas em maio a partir do celular de Vorcaro, e afirmou não haver nas conversas nenhuma indicação de pedido de ato de ofício ou promessa de benefício. Para ele, os dois discutiam apenas o financiamento do longa.
O deputado também comparou o patrocínio ao filme com outros investimentos feitos pelo Banco Master: R$ 160 milhões destinados ao Caldeirão do Huck em 2025, R$ 300 milhões para o Atlético-MG e apoio ao 1º Summit Valor Econômico Brasil-USA, evento que reuniu empresários e autoridades. Segundo Frias, o STF não abriu investigações sobre esses outros casos. Ele ainda disse que a investigação sobre o financiamento de "Dark Horse" teria origem em petições de congressistas do PT e questionou se o objetivo seria atingir Bolsonaro politicamente, num momento em que ele lidera pesquisas para presidente.
Vale lembrar que o próprio Frias foi um dos alvos da Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal e pela CGU em 10 de setembro, com autorização do ministro Flávio Dino, do STF. A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. A investigação apura suspeitas de desvio de recursos públicos de emendas parlamentares ligados a entidades vinculadas à produção do filme. Segundo a PF, Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil por meio de duas emendas parlamentares de 2024. A corporação também investiga uma possível engenharia financeira envolvendo o deputado, organizações, fornecedores e a empresa responsável pelo filme. O caso também é apurado pelo ministro André Mendonça, em inquérito relacionado ao Banco Master.
Fonte: Poder360




