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Notícias/POLÍTICA08/09/2026· KF News

Marco Aurélio Mello cobra urgência do STF para decidir sobre investigações de Moraes e Mendonça

O ministro aposentado do STF Marco Aurélio Mello veio a público nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026, cobrar que o Supremo Tribunal Federal analise com urgência as investigações que envolvem dois de seus ministros: Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Mello foi procurado pelo também ex-ministro Carlos Velloso para assinar uma carta assinada por 13 ex-integrantes do STF, que pede "rigorosa apuração" dos casos sem citar nomes. Ele recusou a assinatura dizendo que já vinha falando bastante sobre o assunto, mas reconheceu que a manifestação do grupo é significativa e que ela "compele à convocação plenária pública, que já tarda".

O ex-ministro foi duro ao criticar a possibilidade de adiar a decisão para depois do 1º turno da eleição presidencial, marcado para 4 de outubro, ou do 2º turno, em 25 de outubro. "Só aumentará a sangria do Supremo", afirmou. Ele defendeu que o STF não deve se preocupar com o calendário eleitoral na hora de agir.

No centro das investigações estão dois episódios: Mendonça tornou público, em 1º de setembro, o conteúdo de apurações sobre o banco Master, que incluem 52 mensagens enviadas por Daniel Vorcaro, fundador do banco, para o celular de Moraes, encontradas no bloco de notas do aparelho. As respostas de Moraes não aparecem. Já Moraes incluiu Mendonça no inquérito das fake news, aberto há 7 anos, em 3 de setembro. O presidente do STF, Edson Fachin, retirou Mendonça da investigação no dia seguinte e determinou que a inclusão dele será analisada. Fachin fixou prazo até 11 de setembro para manifestações sobre o caso de Moraes, e até 21 de setembro para o caso de Mendonça. Se os dois forem analisados juntos, isso aconteceria após 22 de setembro, a apenas 12 dias do 1º turno.

Mello não disse como decidiria nos dois casos, mas deixou claro sua posição sobre cada ministro: "O ministro André Mendonça, que me sucedeu no Supremo, merece a minha admiração. Já o ministro Alexandre de Moraes, na atualidade, não." Ele também declarou arrependimento por ter apoiado, em 2017, a indicação de Moraes para o STF.

Fonte: Poder360