
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do Governo na Câmara, enviou pedido à PGR nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, para que investigue dois contratos sem licitação firmados entre o Instituto Iter e órgãos públicos de São Paulo. A entidade foi fundada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.
Os dois contratos juntos somam cerca de R$ 2 milhões. O primeiro, no valor de R$ 1,63 milhão, foi feito com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação, ligada ao governo do estado de São Paulo. O segundo, de R$ 380 mil, foi fechado com a Prefeitura de São Paulo, por meio da Escola Municipal de Administração Pública. Nos dois casos, a justificativa para dispensar a licitação foi a de que o instituto teria conhecimento técnico único no mercado.
Lindbergh deixou claro, no próprio pedido, que não está fazendo uma acusação contra o ministro e que não há elementos para isso. O que ele quer é que a PGR apure alguns pontos que, segundo ele, levantam dúvidas: por que dois governos diferentes dispensaram licitação para contratar a mesma entidade, que era recém-criada; se o instituto realmente tinha a experiência que justificaria ser contratado sem concorrência; e se Mendonça continuou recebendo algum benefício financeiro do instituto mesmo após sair formalmente da sociedade. Essa saída aconteceu em 3 de setembro, depois que os contratos vieram a público.
O deputado também pede que o Coaf produza um relatório de inteligência financeira sobre o Instituto Iter, seus sócios e dirigentes, e que a Receita Federal compartilhe dados fiscais dessas mesmas pessoas. Só se essas apurações apontarem indícios concretos de irregularidade é que Lindbergh pede que a PGR leve ao STF um pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal.
Fonte: Poder360




