
O ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, negou publicamente, nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026, qualquer relação com o Banco Master e com seu fundador, Daniel Vorcaro. A declaração aconteceu durante a sessão em que os ministros do STF analisam se a Polícia Federal pode prosseguir com uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, suspeito de ter ligação com Vorcaro — apontado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.
Kássio disse que nunca julgou nenhum processo relacionado ao Master e garantiu que seu filho, Kevin Nunes Marques, nunca prestou serviços nem recebeu qualquer pagamento do banco. O nome de Kevin surgiu em reportagens publicadas no portal Metrópoles, assinadas pelos jornalistas Andreza Matais e André Shalders. Documentos da CVM mostraram que os investimentos do filho do ministro em fundos saltaram de R$ 5 milhões para R$ 27 milhões em 2025.
O ministro informou que seu sigilo bancário já foi quebrado, o que, segundo ele, permite checar todas as informações ligadas ao seu nome. Kássio também lembrou que votou pela confirmação da prisão de Daniel Vorcaro, do pai de Vorcaro e de outras pessoas envolvidas no caso — e usou isso como prova de sua isenção. Afirmou ainda nunca ter trocado mensagens com o fundador do Master.
Na mesma sessão, Kássio se declarou impedido de participar do julgamento sobre Moraes por presidir o TSE. Ele disse não se sentir confortável para votar a 19 dias das eleições, avaliando que o caso pode impactar o cenário político-eleitoral.
O julgamento teve início em 1º de setembro de 2026, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da PF identificando uma interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento indica que Vorcaro teria pedido interferência de Moraes nas investigações antes de sua prisão, ocorrida em 17 de novembro de 2025. O relatório também apontou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Fonte: Poder360




