
O governo de Israel anunciou uma série de medidas de retaliação após o Reino Unido, junto com outros países, impor sanções contra assentamentos israelenses na Cisjordânia — território reconhecido pela ONU como palestino e ocupado por Israel desde 1967.
A principal medida anunciada foi o fechamento do consulado britânico em Jerusalém. Além disso, Israel expulsou representantes britânicos do Centro de Assistência Internacional a Gaza e interrompeu as atividades de treinamento que o Reino Unido realizava com as forças da Autoridade Palestina.
O ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Sa'ar, foi além e anunciou que 12 parlamentares e cidadãos britânicos envolvidos em "atividades anti-Israel e antissemitas" serão proibidos de entrar no país. Em declaração dura, Sa'ar afirmou: "Rejeitamos de forma absoluta as mentiras ultrajantes e as ações do governo trabalhista britânico. A mensagem para todo governo que nos prejudica é clara: vocês perderão sua influência e relevância na região."
As sanções foram anunciadas na terça-feira (8/9) pelo Reino Unido, Canadá e França. O chanceler britânico Ed Miliband criticou duramente o governo de Benjamin Netanyahu, chamando colonos de "terroristas" e classificando os assentamentos como ilegais. As medidas incluem proibição de importar produtos dos assentamentos israelenses e de anunciar terrenos nessas áreas. Outros nove países também se comprometeram com restrições semelhantes: Dinamarca, Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia.
Fonte: Metropoles




