
Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo pelo PT, afirmou nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, que a cracolândia não acabou na cidade. A declaração foi feita durante sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S. Paulo, onde ele rebateu a versão defendida pela prefeitura e pelo governo do Estado.
Haddad convidou as pessoas a caminhar pelo Brás depois das 8h ou 9h da noite para ver a situação com os próprios olhos. Além do Brás, ele citou concentrações de usuários de drogas em Itaquera, na Marginal Tietê e na Marginal Pinheiros como exemplos de que o problema se espalhou pela cidade.
Na gestão do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, operações conjuntas foram realizadas e a concentração de usuários no local tradicional da cracolândia, na região central da capital, caiu. Para Haddad, porém, o que aconteceu foi uma dispersão do consumo de crack, não o fim do problema.
O petista defendeu uma divisão clara de responsabilidades: ao governo do Estado caberia o combate ao tráfico, enquanto as prefeituras seriam responsáveis pelo tratamento dos dependentes. Segundo ele, sem uma abordagem sanitária eficaz, nenhum avanço real é possível.
Haddad também defendeu a retomada do programa De Braços Abertos, criado durante sua gestão como prefeito de São Paulo, entre 2013 e 2016. A iniciativa oferecia moradia em hotéis, alimentação, atendimento de saúde e oportunidades de trabalho remunerado para usuários de drogas da região da cracolândia, dentro de uma política de redução de danos.
Fonte: Poder360




