
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Lula, acusando os dois de prática de conduta vedada a agentes públicos durante a campanha eleitoral de 2026. O ministro André Mendonça será o relator do caso. A representação, obtida pelo Poder360, afirma que Durigan estaria atuando como porta-voz econômico da candidatura de Lula ao mesmo tempo em que mantém o cargo de ministro. A campanha pede que a Justiça Eleitoral investigue se a estrutura do governo federal foi usada para custear ou organizar compromissos eleitorais do ministro. A ação se apoia nos artigos 73, I, II e III, da Lei das Eleições, que tratam do uso de bens, materiais, serviços e servidores públicos em benefício de candidaturas. O principal episódio citado ocorreu em 17 de agosto, em São Paulo, quando Durigan participou da 27ª Conferência Anual do Santander. A imprensa descreveu a participação como uma apresentação das diretrizes econômicas de um eventual 4º mandato de Lula. Outro ponto levantado é uma entrevista concedida à CBN em 20 de agosto, registrada na agenda oficial do ministro como compromisso funcional, mas na qual Durigan foi apresentado como porta-voz econômico da candidatura de Lula. Na entrevista, o ministro falou sobre propostas para um novo governo, incluindo a manutenção do arcabouço fiscal, medidas para controlar despesas e comparações com propostas de Flávio Bolsonaro. A campanha quer saber quem pagou viagens, passagens, diárias, veículos oficiais e o trabalho de servidores e assessores nesses eventos. A ação pede documentos do Ministério da Fazenda, da Presidência, da Casa Civil e de órgãos de logística sobre os compromissos de Durigan desde 20 de julho de 2026. A representação é assinada pelos advogados da campanha, liderados por Maria Claudia Bucchianeri. Durigan não respondeu ao Poder360 até a publicação da reportagem.
Fonte: Poder360




