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Notícias/NEWS11/09/2026· KF News

Galípolo denuncia à Polícia Federal suspeita de corrupção de 2 funcionários do Banco Central

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enviou em 9 de janeiro de 2026 um ofício diretamente ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicando suspeita de corrupção envolvendo 2 funcionários do alto escalão da instituição. O documento, identificado como Ofício 935/2026-BCB/Secre, foi tornado público pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, no dia 10 de setembro de 2026.

Os funcionários citados são Belline Santana, que era chefe de unidade do Departamento de Supervisão Bancária, e Paulo Sérgio Neves de Souza, chefe-adjunto do mesmo departamento. Segundo o BC, os dois podem ter recebido quantias elevadas de pessoas ligadas a instituições que eles próprios fiscalizavam, o que configuraria, em tese, corrupção passiva — crime previsto no artigo 317 do Código Penal.

Belline relatou internamente que recebeu R$ 2 milhões entre 2023 e 2025 por participar de um suposto projeto de inclusão financeira de jovens, a convite de um homem chamado Leonardo Palhares, supostamente ligado à organização Câmara-e.Net. A Corregedoria apontou "aparente desproporcionalidade" entre o valor e os serviços prestados. Já Paulo Sérgio disse ter vendido um sítio em Minas Gerais por R$ 4,5 milhões em 2020, descobrindo depois que o comprador era cunhado de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

A Procuradoria Geral do BC avaliou que havia indícios de corrupção passiva, mas recomendou investigação mais aprofundada pela PF antes de qualquer encaminhamento ao Ministério Público. Os dois funcionários foram afastados cautelarmente por 60 dias e tiveram sindicâncias patrimoniais abertas.

Fonte: Poder360