
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, defendeu nesta sexta-feira (11/9) a retirada completa dos sigilos das investigações relacionadas ao Banco Master. O pedido veio depois que veio a público que ele próprio é investigado pela Polícia Federal. A suspeita envolve irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo investigadores, Flávio teria atuado como "interlocutor direto" junto a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para conseguir recursos para a produção. Vorcaro teria destinado R$ 61 milhões ao filme por meio de um fundo nos Estados Unidos. O inquérito foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça, do STF, a pedido da PF. O sigilo caiu depois que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, pediu a retirada dos documentos. A PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Durante entrevista em Manaus (AM), Flávio negou qualquer irregularidade. "Não tem um real, não tem nada pro Flávio, tem um patrocínio para um filme privado", afirmou. Ele disse que começou a buscar investidores para o longa em janeiro de 2025 e argumentou que, como senador de oposição ao governo Lula, não teria como oferecer contrapartida política ao banqueiro.
O senador também atacou o ministro Flávio Dino e chamou a PF de "Polícia Federal do Lula". Ele pediu que Dino seja investigado por suposta interferência nas eleições, citando um documento encontrado na produtora Go Up Entertainment que, segundo ele, indicaria ameaças ligadas a Dino e a Lula. A PF havia cumprido mandados de busca e apreensão na produtora na quinta-feira (10/9), tendo como alvos o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) e Karina Ferreira da Gama, dona da produtora. Sobre André Mendonça, Flávio o defendeu: "O André Mendonça tá certo. Ele tá sendo o juiz. É assim que eu queria muito que todos do Supremo fossem."
Fonte: Metropoles




