
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou a rede social X para dizer que o "grupo especial de Lula na Polícia Federal" foi desmascarado. A declaração veio após o ministro do STF André Mendonça afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e também o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. A decisão contou com a concordância dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques.
Flávio também escreveu que quer ver a "honrosa e gloriosa Polícia Federal voltar a ir atrás de bandidos, e não de adversários políticos de Lula".
A crise entre o STF e a PF ganhou força depois que Mendonça retirou, em 1º de setembro, o sigilo de documentos sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material, produzido pela PF com dados do celular de Vorcaro, traz mensagens, encontros e negociações envolvendo o banqueiro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. O documento havia sido encaminhado a Mendonça em 27 de agosto.
Segundo a PF, o celular de Vorcaro tinha quatro registros associados ao mesmo número de telefone: "Alexandre de Moraes BRASILIA", "Novo", "STF TSE NOVO" e "Eu STF". Esse número teria sido repassado ao banqueiro pelo ex-ministro das Comunicações Fábio Faria em dezembro de 2023.
Na semana passada, Moraes determinou o envio ao presidente do STF, Edson Fachin, de relatórios da PF que apontariam irregularidades na atuação de Mendonça nas operações Sem Desconto e Compliance Zero. Mendonça, por sua vez, afirmou que ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos da Inteligência da PF. O julgamento sobre os afastamentos foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Fonte: Jovem Pan




