
Flávio Bolsonaro e seu vice Alfredo Gaspar acionaram o TSE nesta terça-feira, dia 22, contra o presidente Lula. A campanha de Flávio afirma que essa é a 14ª representação do senador contra o petista. A ação também tem como alvos o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Saúde Alexandre Padilha e o ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva.
A representação questiona dois eventos realizados por Lula nos dias 17 e 18 de setembro. O primeiro aconteceu no complexo industrial da Eurofarma, em Montes Claros, em Minas Gerais. O segundo foi um evento de segurança pública no Complexo da Polícia Rodoviária Federal, no Rio de Janeiro. Segundo a ação, os dois eventos teriam sido usados para promoção pessoal e eleitoral do presidente e depois publicados em canais oficiais do governo durante o período em que esse tipo de publicidade é proibida.
No caso da Eurofarma, os advogados afirmam que Lula e as autoridades presentes associaram resultados do governo à figura do presidente. A ação cita falas do ministro Padilha e do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara. A representação também afirma que Lula usou o evento para comparar governos e criticar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Durante o evento, Lula disse que canetas emagrecedoras serão distribuídas de graça para pacientes com obesidade, mas não informou quando isso vai acontecer. "Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, para as pessoas que tenham obesidade. Quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de se curar", disse o presidente.
No evento da PRF, no Rio, os advogados sustentam que Lula teria usado uma solenidade oficial para inserir conteúdo político contra adversários. A representação cita uma fala em que Lula associou o ex-presidente Jair Bolsonaro aos atos do 8 de janeiro ao responder sobre a classificação de facções criminosas como organizações terroristas. A ação aponta ainda que o Ministério da Justiça divulgou o evento oficialmente, identificando Lula e destacando ações do governo na área de segurança.
Fonte: Jornal de Brasília




